A origem da esgrima remonta a
pré-história, quando o homem empregou, pela primeira vez, um pedaço de madeira
para se defender ou atacar, garantindo a sua sobrevivência. Todavia, só com o
surgimento dos metais foram criadas, de fato, as primeiras armas de combate,
sendo, inicialmente, empregadas por chefes de grupos ou tribos.
A esgrima pode ser dividida em quatro períodos. No primeiro, da pré-história ao século XVI, estão os primeiros relatos de esgrima em documentos egípcios, apresentando uma esgrima de impacto, onde eram utilizadas armas de percussão. Nesse período, os gregos também se utilizavam de armas muito parecidas com as dos egípcios, utilizando o metal para dar pancadas e influenciaram as romanas. Inicialmente, seu uso era puramente guerreiro, porém, com o passar dos tempos, as armas ganharam também um aspecto circense, sendo utilizadas por gladiadores com a finalidade de entreter o povo.
No segundo período, que se deu do
século XVI até meados do século XVIII, as armas se tornaram maiores e mais
pesadas, a fim de aumentar o impacto dos golpes. Com isso, as armaduras tiveram
que ser mais fortes e resistentes, tornando-se tão pesadas que o cavaleiro era
incapaz de montar seu cavalo sem auxílio. Essas novas vestes de combate, mais
uma vez, modificaram as guerras e confrontos da época. Os exercícios entre
cavaleiros eram bastante comuns, os senhores e seus súditos iam a outras vilas
para torneios, que começavam pela manhã e terminavam ao pôr-do-sol. Eram
seguidos por tratamento aos feridos e grandes festas e banquetes. Porém, essa
era de justas e torneios chegou ao fim após a morte de Henrique II, da França,
perante sua própria corte, tendo o próprio Papa proibido sua continuação. Daí
em diante, não se veria mais lanças, espadas e cavalos nos campos de batalha.
Entretanto, dois outros fatores já
estavam contribuindo para mudanças na esgrima em combate: o surgimento das
armas de fogo portáteis, que feriam os cavaleiros através das couraças, e as
novas espadas, com lâminas mais resistentes e ponta fina, que cortavam e feriam
mortalmente em combate, através das articulações da armadura. Assim, as grandes
espadas e as armaduras sairiam do cenário, dando lugar a rapiére e ao punhal em
lutas muito mais velozes.
Para essa nova esgrima, criou-se um
novo adestramento ao combate, treinando saltos sobre o cavalo, que antes não
eram possíveis devido ao peso dos armamentos.
Na França, surgiram as primeiras
escolas de esgrima. As pistas eram desenhadas no chão, tendo sido criados novos
golpes e escritos mais tratados, mudando, novamente, a técnica de combate na
esgrima. A posição de guarda passou a ser abordada de uma nova forma: criou-se
o golpe à perna do adversário, o a fundo, assim como o uso da mão desarmada no
combate.
Surge, também, nesse período, uma
grande rivalidade entre a espada, cujo principal golpe era o de ponta, e o
sabre, que o principal golpe era o de corte. Vários duelos foram realizados
para se determinar o melhor armamento, mas nenhum resultado foi alcançado.
O material começou a evoluir, tornando
a esgrima mais parecida com a dos dias atuais. Surgiram as luvas, a máscara, os
punhais, os coletes para os mestres, bem como os floretes, armas de treinamento
mais leves e com golpes não letais.
No final do século XVIII, iniciou-se o
terceiro período da esgrima. La Bosiére criou a máscara, semelhante a dos dias
atuais. A esgrima sofreu uma grande mudança nos seus treinamentos em escola,
surgindo a frase d’armas, que é a troca sucessiva de golpes com velocidade,
agora sem o risco de ferimento nos olhos, devido ao uso da máscara.
Nessa época, apareceram as armas
semi-automáticas que causaram o total desaparecimento de lanças, de espadas e
de cavalos de guerra. A última carga de cavalaria da história, porém, foi a
realizada pela Polônia contra os blindados alemães na Segunda Guerra Mundial.
Nessa época, apareceram as armas
semi-automáticas que causaram o total desaparecimento de lanças, de espadas e
de cavalos de guerra. A última carga de cavalaria da história, porém, foi a
realizada pela Polônia contra os blindados alemães na Segunda Guerra Mundial.
Com todos esses acontecimentos, a
esgrima perdeu sua característica bélica, ficando restrita ao caráter
esportivo. Com isso, a esgrima se tornou mais
acadêmica, sendo a agilidade e a velocidade, fatores antes primordiais para a
sobrevivência, relegadas a um segundo plano, nessa nova esgrima de desporto,
estática e sofisticada. Em 1896, a esgrima foi introduzida nos Jogos Olímpicos
de Atenas, sendo, até os dias atuais, um esporte olímpico.
II. Movimento:
III. Roupas.
O equipamento de um esgrimista é constituído
pela máscara, o fato de esgrima, material de proteção, as armas, os ténis,
meias, o giletelétrico e as luvas. A pista também é considerada como um
material.
a) Máscaras: existem quatro tipos de máscara, estas são
feitas de malha de rede, em aço inoxidável, tendo na parte inferior um
"babete" que protege a cabeça e o pescoço do atleta
b) Fato de Esgrima: este é
constituído por duas partes, o casaco de esgrima e as calças de esgrima. Ambos
são brancos e têm um tecido bastante resistente para proteger o atleta.
c)Proteções: existe distinção entre o sexo masculino e feminino e como o
nome indica serve para proteger os atletas
d) Tênis e Meias: Os
ténis devem ser confortáveis, aderentes à pista e ter amortecimento e absorção
de impacto. As meias têm de ser brancas e têm de cobrir a perna até
ao início das calças.
e) Luvas:
IV. Regras, Filosofias e Rituais antes da Luta:
A etiqueta requer, em primeiro lugar,
que os adversários se cumprimentem ao entrarem na pista. O movimento é feito
rapidamente com as armas, antes de colocarem as máscaras. Cada esgrimista na
pista cumprimenta o adversário, o árbitro e os assistentes; em seguida colocam
suas máscaras. As disputas podem ser individuais ou por equipes.
No florete vale tocar com a ponta da
arma apenas no tronco do adversário (frente e costas) e na região ventral. Na
espada vale tocar com a ponta da arma em qualquer parte do corpo. No sabre vale
tocar com a ponta e com o corte ou contra-corte da lâmina da arma. A região que
deve ser atingida fica da cintura para cima, incluindo braços e excluindo as
mãos.
No florete e no sabre, existe o chamado
"direito de passagem" ou "frase d'arma". Quem começa o
ataque tem prioridade de ganhar o ponto se houver toque simultâneo. Se errar o
ataque ou se o adversário conseguir se defender antes da resposta, a vantagem
passa para o adversário. No caso de acontecer toques simultâneos sem
prioridade, ninguém pontua. Na espada, que não existe frase d'armas, em caso de
toque simultâneo, ambos os adversários ganham um ponto. Se houver empate num
combate de espada, é normal dar aos jogadores alguns minutos para descansar
antes que se continue o combate para o toque de desempate. Em raras ocasiões,
quando continua se dando a situação de empate, é possível que haja um sorteio
que eleja o vencedor.
Nas competições, na etapa
classificatória são necessários cinco toques ou três minutos para se vencer. Na
etapa eliminatória são precisos quinze toques ou nove minutos. Essas normas
podem ser flexíveis dependendo do nível territorial da competição e do órgão
responsável.
Os esgrimistas em um combate mudo ou
não-elétrico (sem equipamentos eletrônicos) são observados por um árbitro e
quatro auxiliares. Em duplas, estes auxiliares ficam a dois passos atrás de
cada jogador, nos dois lados da pista e observam se há toque ou não no
esgrimista adversário. Eventualmente, nos casos de dúvida do árbitro, os
auxiliares são convocados a uma votação para verificar se houve pontuação ou
não. O árbitro pergunta se houve determinada situação e os árbitros podem
responder "sim", "não" ou "abstenção".
Se
um dos jogadores perder a sua arma durante o combate, a seguinte regra se
aplica:
1. Se a perda da arma ocorrer durante o
mesmo movimento de ataque do adversário e este conseguir efetuar o toque no
oponente desarmado, o toque será válido; mas o movimento de ataque tem que ser
contíguo com o da perda d'arma do adversário.
2. Se a perda d'arma ocorrer e o
adversário não conseguir terminar o ataque no mesmo movimento, a ética chama
para o adversário esperar o oponente recuperar sua arma. O combate é pausado e
o árbitro então resumirá o jogo assim que todos estiverem prontos ao comando de
"en garde". Os esgrimistas poderão responder que estão prontos pela
simples posição de combate, ou caso ao contrário podem sapatear com um pé na
pista para pedir mais tempo.
A pista de esgrima
tem catorze metros de comprimento, mais um metro e meio a dois metros de recuo,
zonas que também podem ser utilizadas. A largura da pista é de um metro e meio
a dois. A pista ideal é elevada do chão e usada com uma malha condutiva
aterrada para o uso eletrônico. Se um esgrimista sair da pista lateralmente
para fugir de um golpe, poderá retornar porém deverá andar 1m para trás. Se
sair pelo fundo, será dado ponto para o adversário.
Referências:
Cramer Ribeiro J. C,;
Diogo Campos F. K. História da Esgrima, da criação à atualidade. Revista
de Educação Física, n. 137 p. 65-69, 2007.
http://www.brasilesgrima.com.br/historia.htm
http://esgrimarj.com.br/content/hist%C3%B3ria-da-esgrima
http://ctdesgrima.blogspot.com.br/p/o-que-e-esgrima.html
Postador por: Mateus Menezes, Matheus de Araújo e Matthieu Christian.




Nenhum comentário:
Postar um comentário